sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Carinho


Carinho

Parei com o meu carro em uma rua tranquila, sem movimento, comecei a ouvir uma música e pensar. Naquele momento, me senti carente e necessitado de carinho.

Não sei por quê? Naquele momento, recordei a minha infância, lembrei da minha mãe me arrumando para ir para a escola. Como ela era carinhosa comigo, ainda sinto as suas mãos tocando o meu rosto e arrumando os meus cabelos. Eu a amo.

Hoje, eu vivo como um vaga-lume piscando e brilhando muito feliz, com uma luzinha do meu lado.

Agora vamos voar, eu e a minha luzinha. Nós vamos para uma linda praia bem distante e lá encontrar outro vaga-lume e fazer festa piscando e piscando como estrelinhas.

Vamos voando e piscando, nesse mundo escuro. Vamos piscando e piscando com a nossa luz. Eu piscando uma luz azul e ela piscando uma luz vermelhinha.

Chegamos, pousamos na praia e saímos correndo com os braços abertos, como crianças correndo na água. Lá encontramos o outro vaga-lume, que vivia ali, naquela linda e maravilhosa praia, piscando com sua luz verdinha.

Confesso que cheguei e me apaixonei por um lindo morro, verde e com uma vegetação rasteira. Não sei se é por que eu sou um vaga-lume, mas sei que eu adorei correr aquele morro, piscando nossas luzes, naquele morro escuro a nossa luz iluminava a vegetação.

O tempo rodou, rodou e rodou, levando nos a uma passagem da praia. Chegamos ao pé de um coqueiro solitário e vimos o vaga-lume verdinho piscando e feliz, fazendo festa em uma passagem de sua vida, ali no pé daquele coqueiro solitário, que tem uma grande história para contar.

Corremos como três loucos e pulamos na água, curtindo o lado doce daquele mar salgado, mergulhando nos abraços das ondas e sentindo o seu carinho na brisa, que soprava amor.

Agora eu sei porque a luz daquele vaga-lume, que vive ali é verde, tem que ser verde, com aquele morro verdinho fazendo parte da sua vida.

Fizemos festa voando na praia, girando e piscando nossas luzes coloridas e depois fomos embora na escuridão do mar. De longe nós avistávamos na praia, uma luz verde piscando forte, mostrando a cor do vaga-lume que vive ali.

Segui voando na escuridão, com a minha luzinha vermelha do lado, um piscando para o outro, decorando e embelezando o mundo.

Lembrei da luzinha piscando do meu lado e não me senti mais carente. Como é bom receber carinho.

Liguei o carro, agora eu posso continuar o meu caminho, pois não me sinto mais carente.

ZzzzzzzzzzipperR

Nenhum comentário:

Postar um comentário