terça-feira, 26 de abril de 2011


O encanto do canto

Coisas, coisas e coisas fazem a nossa vida rolar e tudo em nossa volta são frutos dos nossos próprios pensamentos, já que somos dotados de tão valiosa habilidade e a desperdiçamos inutilmente banalizando o que pensamos.

A imaginação é capaz de ultrapassar as barreiras do sonho, do impossível, do ridículo e dar uma oportunidade visual ao lado cego do mundo.

Que mundo é esse capaz de enxergar a imaginação e quem são as pessoas que habitam esse universo invisível?

Podemos dizer que seja um canto cheio de encanto onde o ser humano em seu inconsciente contrariando suas próprias vontades seja um formador de uma cadeia de labirintos mentais.

Em minha memória escuto o canto de uma sereia que um dia virou estrela e mesmo sem pensar ela continua presente no meu mundo, num canto profundo e inconscientemente fazendo meus olhos brilhar na busca de seu brilho permanecendo eternamente com os olhos elevados ao céu à sua procura. Naquele mar azul recheado de estrelas te procuro e só a encontro nas minhas memórias favoritas.

As palavras da minha poesia não rimam, nem brilham, apenas giram gritando comigo em meu labirinto, porém são mudas para esse mundo fechado que é um enorme labirinto de massa humana.

Ouço a sereia cantando distante! Me chamando! Seu canto de amor não faz parte do sonho e me faz acordar, correr para a janela e no meio da noite procurá-la naquele universo azul e escuro, iluminado apenas pelas estrelas com suas luzes distantes. Eu sei que você está escondida entre elas, piscando, brilhando e num momento inesperado risca o céu deixando um rastro momentâneo de luz, que guia meus olhos até você. Te vejo e fico feliz.

Tudo se passa num canto da imaginação, onde escuto o seu canto no nosso canto de sonhos, você canta me chamando e eu não encontro a saída do meu labirinto para encontrá-la.

As fotografias da minha memória levam a sua marca, marcadas me fazem sonhar e logo essa fronteira é ultrapassada, desta maneira a imaginação flui como uma chave de confiança entre nós, abrindo as portas para um labirinto imaginário, no qual na realidade nunca conseguimos entrar, apenas criar e apreciar.

Zippppppp

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SE NÃO FOSSE VOCÊ...?!

Melhor não pensar, 
Não quero nem saber,
O que seria ou não seria
De mim sem você!
Teria o céu, as estrelas,
A mesma importância?!
Seria o mar tão azul
E o canto dos pássaros
Teria a mesma ressonância?!
Se não fosse você nem queira saber!...
O que seria de mim, qual seria o meu fim?!...
Se não fosse você não seria assim,
Não haveria um porquê!...
Tudo seria nada e as certezas não confirmariam!
Se não fosse você, tudo estaria errado
E soluções não adiantariam!...
Não seria poeta, não tentaria um poema!...
 Não arriscaria o amor ou qualquer outro tema!
Pois se não fosse você, eu não sei o que seria!...
Se não fosse você, eu não existiria!...


**EURÍDICE CORREIA ABELHINHA*

sábado, 16 de abril de 2011

Eu nem sonhava te amar desse jeito

Eu estava no meu carro seguindo por uma estrada solitária. Seguindo sozinho por aquele caminho e não cruzava com ninguém, seguia, seguia e nada, não aparecia ninguém.

As músicas tocando e eu entrando num transe, que me levou a uma viagem para buscá-la e trazê-la para perto de mim. O pensamento ficava batendo dentro da minha cabeça e às vezes parecia que ia explodir.

Parei perto de um brejo deserto, alagado e com uma mata rasteira, onde fiquei imóvel observando o namoro dos insetos, vendo gafanhotos namorando, libélulas no seu lindo vôo de amor, borboletas acasalando e escutando o brejo inteiro cantar o som do amor, uma melodia doce tão alta e forte que dava vontade de participar.

Sentei à beira do brejo envolvido por aquele clima romântico e comecei a viajar no meu pensamento, chegando a sorrir de felicidade quando pensava na boca maravilhosa que você tem com vontade de beijá-la. O sol estava forte e eu pensando no seu calor quente como fogo, um calor humano que me faz suar quando você me abraça aquecendo o meu coração.

Você é linda e eu gosto de me enrolar nos seus longos cabelos negros, mas de repente fiquei triste, pois estou nesse transe meditando minha paixão por você, mas não sei onde você está, nem sei se você me ama ou se ao menos pensa em mim.

A minha alma não aceita esse pensamento e me leva de volta para você, onde vejo seus olhos me olhando atentos e curiosos, querendo ver o que está passando com o meu coração, chega a contar as batidas e sentir o pulsar do meu sangue. Penso até que quer um pouco dele.

Eu sinto que você está aqui do meu lado e que não estou mais sozinho, pois a sinto tocar nos meus ombros, brincar nos meus cabelos e me abraçar com as mãos dentro da minha camisa para sentir a minha pele. Um momento em que senti o seu toque e seu prazer de me tocar.

Fiquei muito tempo sentado aqui e acho que adormeci, pois já está escuro e eu estou com frio, mas não quero ir embora, eu quero ficar com você, quero você nesse lugar onde reina o amor.

Olho para o céu azul todo estrelado, com a lua cheia de amor brilhando como louca enquanto você ficou do meu lado, cuidando de mim todo o tempo em que adormeci e no exato momento em que acordei a senti pular para dentro de mim e agarrar a minha alma com paixão louca, tão louca que aliviou o meu sofrimento.

Levantei e entrei no carro novamente decidido a encontrá-la, correr ao seu encontro e dizer que te amo pegando no colo com carinho e amor, saindo dessa estrada solitária.

Não vou perder mais tempo, agora vou ao seu encontro e nós vamos correr por essa estrada namorando, beijando e amando feito loucos alucinados pelo amor. Eu a quero por inteiro, corpo e alma, paixão, amor, carinho, desejo e sexo. Quero você brincando e sorrindo comigo, depois a quero mulher para matar todos os meus desejos.

Agora que estou com você, vou falar bem baixinho no seu ouvido, para você escutar e sentir com prazer: ”Eu nem sonhava te amar desse jeito... eu nem sonhava te amar e te amar... te amar e te amar”

Zip...Zip...Zip...ZzipperR.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

AQUELA NUVEM

Deve ser amor isto que estou sentindo,
Pensando e querendo?!
Deve ser amor o que estou pedindo,
Implorando e sofrendo?!
O que estou exalando, produzindo,
Falando ou dizendo!...
Deve ser amor o que estou passando
E em vão explicando o que nem eu
Estou entendendo?!
A escolha por aquele vestido, o sabor
Naquele batom; essa sensação
E até o meu jeito de andar!...
Deve ser amor aquela nuvem, aquele barco
Que vai, essa mesa de madeira e seu cheiro 
De jacarandá?!
Amor meu, seu, daquele e nosso de cada dia!
Amor poético, cristão, ágape e de fantasia!
Deve ser amor essa hora, naquele momento,
O que preciso e o que quero saber?!
Deve ser amor tudo isso mais o nada e se não for
Então é você!


 *EURÍDICE CORREIA ABELHINHA

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quando eu pego essa gata no colo ela mia, arrepia
Se eu aperto ela fica dengosa, manhosa, gostosa
Eu beijo e ela encosta, se ajeita e se enrosca
Depois me arranha quando estamos na cama
Minha unica dúvida é se a minha gata realmente me ama
Mas o que eu posso fazer se sou apaixonado por essa gata linda.
Tô perdido de amor por ela.

terça-feira, 12 de abril de 2011

A GATA

A gata faceira e manhosa
Ronronando e carinhosa
Se enrosca entre as pernas
De seu dono!
Seu dono, o coração de quem ama
Seu cesto seu colo e o novelo o lençol
Onde se desenrola a paixão!
A gata que de telhado em telhado
Vagava vagaba sem rumo!...
Encontrava o leite deixado pelo amor
Que a transforma em dama de quem 
Antes a domava!
Gata que pertencia a uma bruxa
E aprendera seus segredos!
Arranca sussurros até da matilha
Que já não ladra mais e a deixa passar
E viver feliz o seu amor!


*EURÍDICE CORREIA ABELHINHA**

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O tempo não pode apagar

Entre as páginas cansadas da vida um homem velho e sábio insistia em permanecer sentado com seus segredos num cantinho especial com uma carta amarelada pelo tempo dobrada e apertada em suas mãos. As palavras pareciam amadurecer com o tempo naquela folha de papel, enquanto o tempo fazia o mesmo com ele que passou sua vida tentando entender o verdadeiro sentido daquelas palavras capazes de ditar o seu destino.

Ele olhava a carta imaginando em qual seria os limites de um grande amor e porque o tempo não fez a sua parte de apagar aquele grande amor do seu coração, já que seria impossível recomeçar.

O homem insiste em tentar entender o conteúdo da carta e a abre novamente para reler e ela começa assim:

“ Hoje o amor é uma grande pedra alojada em meu caminho, não que eu não ame, mas preciso deixá-lo de lado por um tempo, depois volto para reencontrá-lo”

O tempo passou e a pedra envelheceu esperando por ela, uma espera longa entre a certeza e a dúvida sem o aval e o perdão do tempo, pois ele colocou em seu caminho muitos outros amores que passaram despercebidos.

Uma frase naquela carta que tocava profundamente seus sentimentos era essa:

“Vou passar a minha vida pensando em você”

A distância aumentava gradativamente com o passar dos dias, meses, anos e o tempo poderoso ficou equivocado em seus poderes, pois se julgou capaz de apagar o sofrimento, mas foi vencido pelo amor que não envelhece mantendo uma juventude forte e eterna.

O olhar cansado do homem percorre aquelas frases já decoradas de tanta leitura e chega ao final, onde havia uma frase em que ele já concluíra que estava escrito uma grande mentira:

“Meu grande amor, se eu não voltar com certeza um dia o tempo vai apagar”

Ele dobrou a carta com carinho e a guardou entre as páginas de um livro que contava a história de um amor eterno com a certeza de que é impossível esquecê-la, já que o tempo não consegue envelhecer o amor e sorriu, pois ele sempre fica feliz quando dedica seus pensamentos e seus carinhos a ela, depois releu uma frase que ele mesmo acrescentou ao final da carta:

“Mesmo distante carrego você comigo no coração e a certeza de que jamais seria capaz de te esquecer”

Zziiiipp

sexta-feira, 8 de abril de 2011

UM GRANDE AMOR

Um grande amor é do tamanho
De seus momentos!...
Eterno enquanto dure, perdure...
E terno quando não é sofrimento!
Um grande amor é menor do que 
O vão da solidão!...
Cabe num peito aberto, num poema
Em folha de caderno e na letra
De uma linda canção!


**EURÍDICE CORREIA "ABELHINHA"

terça-feira, 5 de abril de 2011

Uma poção de amor lançada no vento

Uma garotinha sentada com um livro em um banco sob a sombra de uma árvore em uma praça de um mundo distante está hipnotizada pelas palavras e tomada pela atração e o abraço de uma poderosa poção de amor.

Ela faz uma pausa para pensar e o vento revira as páginas polinizando-as com segredos doces e atrativos que vão aguçar e atrair os olhos e a curiosidade da menina pelo sabor e emoção que aquela poção de palavras misturadas proporciona.

Um olhar atento num frasco vermelho em formato de coração estampado na página a faz parar de ler e meditar. Ela passa o dedo na figura do frasco e o leva à boca lambendo na busca do sabor da tal poção encantada.

A natureza inspiradora a faz levar a mão ao rosto e tapar os olhos absorvendo o desejo de amar no coração. A intuição do bom coração a torna capaz de penetrar nas palavras. Chegar até o frasco com sua leitura profunda, abri-lo e provar seu conteúdo.

Aquela poção gostosa de amor guardada naquele frasco em formato de coração uma vez provada trouxe uma vontade insaciável a ela de amar o mundo. A intensidade do vento com a força extrema do amor desestabilizou seu controle e aquele amor selvagem trazido pelo vento forte fez as folhas amareladas do livro enlouquecerem e perderem o sentido, folheando-se instintivamente às vezes para frente e outras vezes para trás.

O folhear das páginas desorganizado fez com que ela perdesse o tal frasco. Ela arregalou repentinamente os olhos e voltou a ler o livro apressada e desorganizada à procura do frasco e quando o encontrou novamente, ele estava vazio. Ela não só provou a poção e sim tomou todo o amor para si, deixando o frasco vazio.

Agora o amor estava dentro dela e o tempo passava. O amor crescia e o mundo se transformava em um pequeno toque, uma palavra, um gesto e tudo se transformava em amor.

O poder do amor era tão forte que ela se sentiu envenenada pelas palavras do livro, se sentia picada por uma serpente venenosa enrolada e camuflada nas linhas da página e com o coração tão próximo não conseguiu evitar o bote que penetrou pelo olhar hipnotizado.

Repentinamente ela ficou amedrontada ao perceber que o livro estava acabando, pois já estava envenenada pela leitura e no momento final fechou o livro. Pensou! Meditou e jogou-o para o alto vendo as páginas sendo folheadas com a força do vento e concluiu que todos que lessem aquele livro terminariam como ela, transformado e envenenado pela poção de amor que foi colocada manualmente em cada palavra formando uma grande serpente pronta para dar o bote fatal.

Zippppppppppp...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A lua curiosa

Entre as nuvens a lua brilha, penso que seja de propósito, pois seus raios prateados são apenas para espiar o que os amantes do pântano estão fazendo.

Em cada raio de luar a lua espia e às vezes até fecha os olhos, porém não consegue esconder a curiosidade e deixa pequenos focos de luz atravessar entre os dedos.

A lua se esconde atrás das nuvens deixando o palco do amor no escuro. A cena toma forma pelos sons emitidos e a lua arregala os olhos com um grande foco de luz para ver como é o amor.

Na cena os corpos misturados perdem a forma, ambos lambuzados e se transformando em um só.

LUA NOVA DE CARAMELO

Com quem divido o que sobrou
Dessa lua de caramelo?!
Meia lua que ainda pouco era cheia
Mea Culpa, volta e meia nos encontros
E desencontros dessas palavras
Que não são o bastante para explicar
O amor
Lua dos loucos como são todos 
Os apaixonados lobos que lhe uivam!
E névoas que lhe encobrem quando 
Se dá um tempo numa relação!
Com essa lua de caramelo, aqueles dois
Fizeram um piquenique à beira de um pântano
Que sabiam ser habitado por serpentes
E outros perigos
Serpentes de pecados e rios de lágrimas
Que serpenteavam sem saber onde desaguar
E lhes afundava num abismo que pode ser
Um sentimento!
A lua de caramelo que formava e decorava o bolo
Daquele casal
Comprada de um vendedor ambulante e flutuante
Que passava pela estação espacial!
Aquele poético astronauta esquecera o ziper do peito
Aberto, entrando assim na órbita do sonho, onde tudo
Lhe foi possível
A lua de caramelo recheada de flores, versos, habitantes
E praças sem guerras e cheias de namorados!
Lua sem lado negro, sem lobisomens e da qual me sobra
Um pedaço do Bigbang de um coração partido!
Que recria com partículas de lágrimas que também sobraram;
Um novo banquete à luz de estrelas e olhares que se trocam à dois!




**EURÍDICE CORREIA ABELHINHA*