segunda-feira, 4 de abril de 2011

LUA NOVA DE CARAMELO

Com quem divido o que sobrou
Dessa lua de caramelo?!
Meia lua que ainda pouco era cheia
Mea Culpa, volta e meia nos encontros
E desencontros dessas palavras
Que não são o bastante para explicar
O amor
Lua dos loucos como são todos 
Os apaixonados lobos que lhe uivam!
E névoas que lhe encobrem quando 
Se dá um tempo numa relação!
Com essa lua de caramelo, aqueles dois
Fizeram um piquenique à beira de um pântano
Que sabiam ser habitado por serpentes
E outros perigos
Serpentes de pecados e rios de lágrimas
Que serpenteavam sem saber onde desaguar
E lhes afundava num abismo que pode ser
Um sentimento!
A lua de caramelo que formava e decorava o bolo
Daquele casal
Comprada de um vendedor ambulante e flutuante
Que passava pela estação espacial!
Aquele poético astronauta esquecera o ziper do peito
Aberto, entrando assim na órbita do sonho, onde tudo
Lhe foi possível
A lua de caramelo recheada de flores, versos, habitantes
E praças sem guerras e cheias de namorados!
Lua sem lado negro, sem lobisomens e da qual me sobra
Um pedaço do Bigbang de um coração partido!
Que recria com partículas de lágrimas que também sobraram;
Um novo banquete à luz de estrelas e olhares que se trocam à dois!




**EURÍDICE CORREIA ABELHINHA*

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