domingo, 20 de março de 2011

Seu jeito gostoso de amar

È como o amor da flor

No jardim do campo silvestre está uma linda flor esperando o amor e quando ela menos espera é abraçada pelo sereno, que chega silencioso e num beijo úmido faz ela arrepiar, mas o sol leva ele embora deixando a saudade apertar. A flor não desiste e continua linda esperando o sereno voltar trazendo seu jeitinho diferente de amar.

Você é ma flor linda e gostosa.

sábado, 19 de março de 2011

TE AMAR É...




Lindo, é isso, é aquilo, é perigoso,

É bom!

É saber a hora certa de falar,

De me calar, mas nunca a de beijar!


Te amar é o que melhor sei fazer

Depois de te desejar!

Te amar é o que é!...

Te amar é tudo

E tudo o que não sei explicar!

É Santo e profano, certo, errado

E engorda!

É saborear o seu hálito pela manhã,

Engolir suas desculpas, relevar suas falhas

E me curvar diante de sua importância(para mim)

Te amar é o que eu preciso, o que tenho

E o que me resta!

Te amar é loucura, te amar é minha sentença!

É o que sei e o que aprendí!

É a rebinboca da parafuseta, o ó do borógodó!

Te amar é...






*EURÍDICE CORREIA ABELHINHA**

quarta-feira, 16 de março de 2011

Eu era criança

Eu era criança

Sentamos na varanda, eu e meu querido Mano, começamos a relembrar a nossa infância. Como era diferente de hoje, tudo era criatividade e magia. Aquelas brincadeiras tão importantes para nós, ficaram no tempo. O que aconteceu? O que mudou?

A cultura passava por gerações. Pais, avós e crianças brincavam juntos e o tempo apagou.

È interessante o progresso, a comunicação, globalização, mas faz perder a criação, a interação e a compaixão.

Nós andávamos por esta rua sem pensar em nada.

Não sei! Como os vizinhos suportavam os nossos gritos de Tarzan, parecia um bando de macacos, mas a comunicação era perfeita. Pelo grito, sabíamos até se o amigo estava almoçando. Certo dia aconteceu um fato muito interessante nessa comunicação de macaco, o “Gil negão”, que estava em cima de um pé de caqui resolveu soltar as mãos para fazer uma comunicação e escorregou do galho, foi um barulho enorme no meio dos galhos e caiu de costas no chão. Lá de cima! Fiz um som de macaco para ver se ele estava bem. Escutei ele gritar: - Chega! Não falo mais a língua dos macacos.

A grande árvore que tinha na rua não aguentava mais o tanto que subíamos pelo tronco e descíamos pelos galhos.

Quando eu era criança, nunca andei sozinho. Eu tinha sempre um cachorro do lado, sou capaz de fazer uma relação de nomes como: Dick, Bidu, Sultão, Fera, Chorrinho, vou parar que vai encher a página. Fique claro que Chorrinho era o nome, o cachorro era grandão.

O futebol era coisa de louco, todo dia jogava a nossa rua contra a rua de cima, era cada briga de arrepiar, saia até pedrada, no dia seguinte, outro jogo, outra briga. Hoje, quando nos encontramos temos prazer de rever e conversar. Não é incrível o que o tempo faz.

Mano diz: - Você vai contar a história da pedreira Zipe?

- Não! Eu queria contar a época das marmitas. Conto?

- A história pode ser boa ou ruim, mas nunca vai ser uma história, se não for contada.

- Sabe mano! E eu pensava que os adultos eram inteligentes. Doce ilusão!

- Conta logo!

- Eu tinha nove anos e o Mano tinha seis. Meu pai era um cara ignorante aos extremos, não aceitava que quebrassem as regras impostas por ele. Confesso que ele tinha frases inesquecíveis. Preste atenção! Quando ele estava conversando com alguém e isso era lei, não podíamos falar nada, a frase era “conversar com vocês é o mesmo que dar bom dia a cavalo”. Quando ele estava fazendo um negócio falava: “Por cima de mim, só de helicóptero”, está última frase realmente é criativa.

Ele não comia arroz esquentado, tinha que ser feito na hora. Por isso, eu e o Mano caminhávamos nem sei quantos quilômetros para levar sua comida, e mais, tinha hora para chegar. No caminho nós passávamos por uma cidade chamada Taboão da Serra, lá tinha o morro do Cristo com uma escadaria sem fim, nós tínhamos que subir todo dia, não tinha outro caminho. O consolo era olhar a cidade lá de cima. Eu me sentia poderoso!

O texto já está muito grande, e como disse o Ziraldo “O menino maluquinho cresceu e virou um homem”.

Zipe! Você tem um som violento aqui no seu computador, amplificador e quatro caixas grandes, você gosta de som pesado, por isso que a música te domina.

Mano! A música tem que me dominar, me amar, dar carinho e paz, enfim ser uma companheira. Se ela parar, morre o contador de histórias. Chega!

Senhor! Obrigado por colocar esse cara na minha vida, para participar e compartilhar tanto dos momentos bons quanto dos ruins. Eu amo ele!

Estou cansado de escrever e carente, preciso beijar alguém.

Zipe não agarra! Beijar não! Não beija! Pára Zipe.....

Ziiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiippppppppppppppppppppp

sábado, 12 de março de 2011

O BOTO(O ENCONTRO ENTRE O RIO E O MAR)

Pisando a areia do rio,
Seus pensamentos são leves
Feito a brisa e se perdem 
com aquelas vagas.
Pensamentos distantes
Como aquele navegante
E o lindo horizonte, destino desse rio
E dos que se perdem de amor!
A areia é fofa e molhada.
Escaldante na parte mais rasa
Porém não se compara às chamas
Daqueles momentos de paixão!
A música da concha relembrava aquela dança
E até o arrepio daquele toque no seu!
O espelho d'água reflete o sonho
E o sal vem da lágrima, extraído da parte
Mais abissal de seu desejo!
Cada cristal de areia era um alicerce
Para a sua falta de chão.
Com cada "onda" que se vai, se esvai
A tarde e a sua solidão!
Até que um barco ancora e a princesa 
daquele castelo de areia sorrí.
E do barco sai o seu amor metade boto 
E metade real
Em sua mitologia cabocla para a eternidade
Daquele momento só deles!


*EURÍDICE CORREIA ABELHINHA

sábado, 5 de março de 2011

A menina silenciosa

O barulho ensurdecedor da chuva sobre o telhado chega a assustar com a intensidade e o volume de água caindo em um tão pequeno espaço de tempo. O barulho do vento impressiona fazendo da grande copa da árvore uma expressão de liberdade, como se ela estivesse correndo contra o vento e apreciando a delicia sensorial das gotas geladas da chuva de verão, numa atitude de carinho a chuva aumenta a intensidade de suas gotas fazendo de toda aquela cena natural da vida uma festa com riscos de relâmpagos entre as nuvens escuras e o som compassado e assustador de trovões que podem ser escutados por pessoas muito distantes.

Tão grande volume de barulho causado pela fúria da natureza faz o mundo silenciar para tentar entendê-la, chegando ao ponto de não ouvirmos uma palavra, nem risos, apenas silêncio focados na expressão natural do vento, da chuva, do clarão assustador dos relâmpagos e a aflição que arrepia quando a voz da natureza faz o mundo tremer com o poder do som de seus trovões.

Apenas o olhar dela focado na chuva domina sua razão mesmo quase perdendo a grande árvore de vista em tamanha tempestade, mas nem tudo nela é silêncio, pois como um intruso na cena o som do seu coração passa a fazer parte daquela harmonia e no contexto de tantas águas o que a natureza estaria sentindo para tanta fúria.

Curiosamente seu coração bate tão forte quanto a força torrente das águas sobre o mundo, talvez seja uma manifestação da natureza contra o amor do homem, que desvirtuado perdeu o poder de visão desvalorizando seu próprio espaço. Chegou a hora da união que parece fazer confusão para aqueles que estão vivendo, convivendo, observando e não entendendo aquele momento de união e o que está acontecendo.

Repentinamente a chuva para e a natureza faz silêncio, sem chuva, sem vento, porém o coração da menina continua batendo cada vez mais forte, mesmo a natureza poderosa silenciou para escutar as batidas fortes e pulsantes do amor silencioso da menina, que permanecia quietinha observando da janela da vida enquanto uma pequena lágrima de amor rolava em seu rosto espantado e lindo.

O silêncio foi quebrado pela lágrima de amor e a natureza se manifestou lançando pequenas pedras de granizo. Começou lentamente uma a uma e gradativamente foi aumentando seu volume, penso que a união da natureza e da menina tenha feito com que a natureza também sentisse a dor do amor e deixasse escapar em pequenas gotas de gelo.

A natureza não conseguiu manter o silêncio em suas lágrimas e fez um barulho enorme sobre os telhados inundando tudo com suas gotas geladas, aquela chuva torrencial de granizo não parecia ter fim e só parou quando a menina silenciosa colocou uma das pedrinhas de gelo na boca se unindo à natureza e oferecendo seu amor à vida.

A menina caminhava silenciosa sobre a rua coberta de pedrinhas de gelo, caminhava amando silenciosamente, um jeito silencioso de caminhar entre as pessoas e foi necessário se unir à menina para que a natureza entendesse o seu jeito silencioso de amar.

Um mundo silencioso, no qual muitos se unem para amar e lá está ela com seu jeitinho especial, uma menina especial e linda com sua fórmula de amor incompreendida por muitos, mas plenamente entendida e correspondida por quem compartilha seu carinho e seu amor.

Esse é o jeitinho dela amar. Como será o seu jeito de amar?

Zzzzzzzzzzzzzippppppppppppppp

sexta-feira, 4 de março de 2011

O VESTIDO DELE

Fui traída pelo meu vestido!
Um pedaço de pano, seda ou cetim
Porém bordado em glamour!
Um vestido que não foi o mais caro
E nem era o mais bonito!
Que me deixava um pouco gorda,
Mas que para ele estava na medida certa!
Fui traída pelo meu próprio vestido
Na cabeceira de nossa cama onde
Me descuidei ao deixá-lo!
Meu vestido se tornou um fetiche,
Um desejo e seu esplendor me ofuscou!
Ele o cheirava, o mascava, se masturbava
E me possuia apenas em seu louco prazer!
Naquele vestido eu fui Marilyn sobre o turbilhão
Daquele metrô!
Naquele vestido de uma Pombagira em sua rubra cor!
Ele já não me via ou queria  sem o vestido!
Ele preferiu o vestido com ou sem meu cheiro
E nosso amor era apenas um detalhe especial!



*EURÍDICE CORREIA ABELHINHA**

quinta-feira, 3 de março de 2011

A minha garota

Lá vem ela! Caminhando feliz no nosso lindo bosque virtual encantado. Com um toque sensual ela ajeita os cabelos dançando, rodando e fazendo o seu lindo vestido voar.

É a minha garota!

Em passos rápidos os seus cabelos voam, de braços abertos ela gira e gira flutuando e quase voando.

Será que eu sou o homem certo pra ela?

Numa dança sincronizada ela grita o meu nome querendo me encontrar e continua caminhando seguindo as pegadas e o cheiro do amor no ar.

Ela é especial!

Dança!

Entre as flores ela dança.

Dança!

Sobre a trilha de folhas secas ela dança.

Ela dança no meu mundo com seus passos coloridos, dançando e girando até me encontrar.

- Dança com amor pra mim menina colorida! Dança!

Ela dança no jardim do meu olhar, desfilando e girando o seu vestido vermelho com amor para pousar, se ajeitar e se acomodar nos meus carinhos querendo amar.

Eu a sinto nos meus braços dançando!

O jardim do meu olhar tem uma poesia profunda e com sua tempestade de desejos inunda o peito de amor, transbordando sentimentos no calor do ato de amar, no rolar das almas, trazendo esperanças, anseios e sonhos. O jardim dos sonhos a trouxe para os meus braços, para o meu abraço e a cravou na minha memória, se misturando à poesia da minha vida e correndo nos meus pensamentos.

Pegue essas flores perfumadas menina linda. São para você!

Num abraço gostoso começamos a dançar e eu falei:

- Eu quero você pra mim!

- Mas eu sou apenas uma poesia.

- Então vou viver nesse poema com você para sempre.

- Pára de falar e dança me levando com você.

Uma neblina forte invade o jardim dos meus olhos e nós sumimos dançando e girando num texto de amor. Ela com as flores vermelhas na mão combinando com o vestido e feliz nos meus braços. Pois nos encontramos, namoramos e nos amamos transformando um amor virtual num amor real.

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzipppppppppppppppppppppppppppppppppppppp

quarta-feira, 2 de março de 2011

SERÁ QUE ELE ME AMA?!...

Ele me manda flores

Com as quais eu brinco

De bem-me-quer!

Ele me chama de amor

E muitas vezes eu duvido

Na intuição feminina

E na pouca fé dessa mulher!

Ele me faz juras, me beija

E me devora!...

Me aparece na porta, declama versos

Na janela e como a uma Deusa, me adora!

Será que ele me ama?!...

Me diz coisas bonitas, me faz cortesias,

Me chama de sua mulher!

Será que ele me ama ou só me engana,

Me usa, me faz e abusa?!

Me acompanha num evento, me pede

Em casamento...

Me faz de tudo e nada mais lhe importa!

Me chama de Santa, de puta e Rainha!...

Mas será que ele me ama?!...

Não quero saber, só quero fechar meus olhos

E ao sentimento me entregar!

*EURÍDICE CORREIA ABELHINHA**