sábado, 12 de março de 2011

O BOTO(O ENCONTRO ENTRE O RIO E O MAR)

Pisando a areia do rio,
Seus pensamentos são leves
Feito a brisa e se perdem 
com aquelas vagas.
Pensamentos distantes
Como aquele navegante
E o lindo horizonte, destino desse rio
E dos que se perdem de amor!
A areia é fofa e molhada.
Escaldante na parte mais rasa
Porém não se compara às chamas
Daqueles momentos de paixão!
A música da concha relembrava aquela dança
E até o arrepio daquele toque no seu!
O espelho d'água reflete o sonho
E o sal vem da lágrima, extraído da parte
Mais abissal de seu desejo!
Cada cristal de areia era um alicerce
Para a sua falta de chão.
Com cada "onda" que se vai, se esvai
A tarde e a sua solidão!
Até que um barco ancora e a princesa 
daquele castelo de areia sorrí.
E do barco sai o seu amor metade boto 
E metade real
Em sua mitologia cabocla para a eternidade
Daquele momento só deles!


*EURÍDICE CORREIA ABELHINHA

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