quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

FORTALEZA DE AREIA

De volta à praia, 
Ela já não está mais sozinha!...
Além de seu chapéu de palha,
As conchinhas e essas ondas,
Estão as estrelas do mar e do céu
E o seu amado!
Sua desilusão havia passado
Como aquela embarcação
Que ancora em um lugar firme
E seguro!
Seu peito que agora servia para "arrebentação"
Como abrolhos e bancos de um tipo de areia
Especial não só para castelos, mas também
Fortalezas!
Seu medo havia sumido como aquele sol
De um dia difícil também o faz naquele horizonte!
Seu marinheiro, surfista, argonauta e fuzileiro homérico,
Não precisava mais daquelas armas com a paz
Desses momentos.
Eles deixam a praia e somem no abismo de Cabral,
Onde termina o arco-íris de Dorothy!...
Numa felicidade da cor e tamanho desse oceano!...
Num aceno de adeus a terra firme da realidade,
Dado de uma nau romântica que os leva direto
Ao gozo!
O chapéuzinho de palha é levado por um vento
Oceânico e bom!
As espumas, os cristais, os peixes e os sais;
Tudo tem mais sabor mesclado ao beijo 
Trocado naquele cais!


*EURÍDICE CORREIA "ABELHINHA"

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