À espera de seu amado,
Ela se estirava à beira-mar.
Ao seu lado uma fogueira em brasa
E do outro uma concha vazia
Sem a sua melodia para lhe fazer
Relaxar.
Ela avista um barco, mas ainda
Não é o dele!...
Ela avista o sol que já se põe
Se tornando intocável e abstrato
Como esse amor!
Uma onda leva uma lágrima, a brisa
O chapéuzinho de palha, uma gaivota
Branca leva um peixe e seus pensamentos!
Alguns sentimentos também vêm e vão,
Algumas paixões dão e passam!...
Serão ondas, cirandas e outras coisas
Da vida?!
Ahoy, Schooner, Ulisses, marinheiro sois!....
E essa pequena seria ou sereia mais uma
De suas concubinas?!...
Ela se levanta ajeita a canga, leva algumas
Conchinhas e desfaz o castelo de areia
Que o desejo levantou.
Muralhas da China, conchas e Conchinchinas
De seu olhar distante como o seu marújo navegante
Que se encontra além desse horizonte,
"Abismo de Colombo" sem Shangri-las.
*Eurídice "abelhinha" Correia

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